Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Mano Brown
Deixo aqui uma entrevista recente do vocalista do Racionais MC´s, ele fala sobre Racismo, Lula, Serra, politica, cotas, juventude negra entre outras coisas.
Parte 2
Paz
Sábado, 27 de Junho de 2009
Hipocrisia
A - Os que fazem algo errado
B - Os que criticam o que fez algo errado
C - E os que criticam a crítica do último
Geralmente A fala que não se deve fazer algo, termina ele mesmo praticando aquilo que proibiu. Sendo assim, chega B e fala - Viram? O homem é falho e erra bastante. É quando entra em ação o C: "Oras, se A é igual a B, todos os dois estão errados." Soou quase que matemática a relação, mas isso acontece com grande freqüência e causa muitos danos às relações como um todo.
O interessante a ser observado é que nunca nos importamos com o que está sendo discutido, mas sim com quem está discutindo. Denominam isso de ataque ad hominem. O norteador do que é certo ou errado deixou de ser o que é certo ou errado segundo nossos conceitos e se transformou na hipocrisia.
Se alguém é hipócrita ele não tem voz. Só terá voz aquele que é totalmente isento de erros. E quem é essa pessoa? Existirá algum humano capaz de não ser hipócrita? Longe de defender tal prática, devemos nortear nossas ações não de acordo com o que uma pessoa fala, mas de acordo com o que a própria assertiva leva de correto.
Um assassino que afirma: "matar é errado" transforma o matar em correto pelo único fato de não ter legitimidade para falar daquilo? Esse exemplo "absurdo" ilustra o que ocorre quando deixamos de olhar para o que é falado e observamos unicamente a pessoa que fala. A hipocrisia deve sim ser combatida e isso é feito deixando de exaltá-la como único fator determinante do que deve ser praticado ou não.
Pessoas se perpetuam pelas suas idéias; quando praticadas, o discurso sem dúvida se torna mais forte e isso se deve principalmente ao fato de a pessoa conseguir provar que o que ela fala é sim possível de ser praticado. Isso, no entanto, não deve dar vazão ao velho chavão "suas atitudes falam tão alto, que não consigo ouvir o que dizes"; essa é uma justificativa para quem não quer reconhecer a verdade de uma afirmação tão óbvia que até o hipócrita se permite dizer.
Exaltemos idéias, neguemos o hipócrita. Que possamos sempre fazer a incisão entre o que é falado e quem fala, utilizando o filtro do bom-senso.
Texto do meu mano Raphael do blog RAPENSANDO
Sábado, 20 de Junho de 2009
GOG - Direito de resposta
Paulo Zottolo preside a Philips do Brasil e é um dos coordenadores do “Cansei”. O mesmo declarou o seguinte: “Não se pode pensar que o País é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”. Lamentável. Essa é a forma clássica que uma parte da elite paulista vê o Brasil mais pobre. Um pedido de desculpas não será suficiente. O melhor que ele pode fazer hoje é se retirar de qualquer movimento contestatório. O que Zottolo pensa do Piauí vem do seu âmago. Citou o Piauí, mas poderia ter citado o Amapá, Sergipe ou o Ceará. Para ele, Piauí é sinônimo de pobreza. Então, é como se dissesse: “Se os pobres deixassem de existir ninguém ficaria chateado”. Não duvidem que seu pensamento seja exatamente esse. Zottolo não representa as pessoas e as instituições do “Cansei”, mas é um de seus organizadores. Sua frase infeliz fragilizou o movimento. Se já era difícil que chegasse às regiões mais pobres, agora se tornou muito improvável.
Música: Por Amor (Direito de Resposta)
Essa música foi produzida após as declarações do Presidente da Philips na América Latina, Paulo Zotollo. Ele afirmou que: "O Brasil não pode ser como o Piauí, que tanto faz existir ou não…"
Produção Musical: Ariel Haller Feitosa
Gravação Mixagem e Masterização: Marcos Pagani
Edição e Imagens: Marcos Pagani e Jetro de Castro(Cria Produções)
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
Alexandre Pensador, Talento nato do Maranhão
Musicas da hora, ideias bacanas você encontra nesse album.

Alexandre Pensador - A mudança começa na mente
01- MEU RAP É COMO O GOZO
02- VAMUSELIGAR
03- ELA NÃO GOSTA HOMEM
04- SUICIDIO (EU CONTRA MIM MESMO)
05- DST (part. Cokinho dos Teclados)
06- O ENTERRO
07- RECONCILIAÇÃO
08- VALORIZAÇÃO
09- BJAFLOR
10- O SOL NASCE PRA TODOS
11- MORTE DA MINHA VÓ
Clique aqui para baixar
Paz a todos!!!!!!!!!
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Projeto Amigos da net

APRESENTAÇÃO.
O projeto AMIGOS DA NET (ADN) surgiu por meio de amigos virtuais que viviam discutindo os problemas do Brasil, e já cansados de só discutir, esses amigos resolveram agir, e agir de fato. A forma da ação não importava; nós queríamos e precisávamos agir, já que as discussões e a inércia não nos levariam a lugar nenhum.
Foi a partir daí que começamos a perceber que algo deveria ser criado para melhorar as coisas que nós tanto criticávamos.
Inúmeros debates foram criados, alguns projetos chegaram a ser quase iniciados. Mas a gente sempre parava no amadorismo e na falta de organização de alguns aspectos, ou até mesmo de detalhes bobos que desviavam o verdadeiro objetivo do nosso projeto, que é, e sempre será AJUDAR o próximo.
O projeto em si:
Depois de alguns tropeços e de alguns projetos que ficaram pelo caminho surgia definitivamente um projeto sério, com propósito real, ações reais e pessoas mais do que dedicadas a AJUDAR o próximo. Surgia então o projeto AMIGOS DA NET.
O projeto consiste basicamente em unir pessoas de diversas partes do Brasil, ou até mesmo do mundo, em prol de doações para entidades carentes. E não há melhor lugar para esse projeto filantrópico do que a internet. Pois será através dela que faremos esse projeto grande e significativo na vida de muitas pessoas.
Para maiores informações sobre o projeto ( como participar, como fazer as doações), visitem o blog:
Projeto Amigos da Net
Comunidade do Projeto
Perfil do Projeto no orkut
Faça parte conosco deste projeto.
"PARA QUE O MAL TRIUNFE, BASTA QUE OS BONS NÃO FAÇAM NADA" (Martin Luther King)
Creditos totais a rapaziada da cúpula ( mentores dessa ação) do Projeto Amigos da Net.
Bruno Rico
Blogs: http://www.mundodorap.blogger.com.br/, http://www.sentimentocritico.blogger.com.br/
Patrick “Sagat”
Blog: http://www.vanguardadorapnacional.blogspot.com/
Edy “I"
Blog: http://legiaodobemfomeatequando-fofa.blogspot.com/
Daniel.
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
A oposição
Sim, aqueles caras chatos que refutam e criticam tudo o que a grande maioria (ou os que tem poder) fazem, são os que em tese mais contribuem para o pensamento humano, não porque fizeram algumas poucas mudanças mas porque questionaram, permitiram a dúvida do obviamente correto. No entanto, na política brasileira, por que não dizer na política capitalista, o que ocorre é a visão única dos próprios interesses. Enquanto a oposição tem um papel instigante pelo fato de trazer a discussão sadia e a visão global de interesses, ela cumpre seu papel, quando, porém os oposicionistas discordam somente por discordar, atrasam o avanço do pensamento somente por que tem problemas pessoais com quem propôs a idéia.
Essa imbecilidade não é mal vista por alguns por que não traz prejuízos imediatos. Na dita Era da Informação, somente o que te traz prejuízos a curto prazo pode ser considerado desvantagem. Se algo tiver consequência para um futuro de longo prazo, esse futuro provavelmente será incerto.
O dito atraso na política é marcado basicamente por picuinhas entre oposição e o governo, ninguém pensa que está representando o povo, colocam os interesses pessoais em primeiro lugar, os interesses partidários em segundo e de vez em quando pensam que tem de agradar o eleitorado. No fim das contas, tudo não passa de um mero jogo visando o próprio umbigo. Um teatro seria a melhor definição para o tragi-cômico espetáculo que sempre foi a política em essência. O pior de tudo talvez seja o fato de que os atores dessa peça, além de interagirem uma única vez a cada quatro anos com a platéia, cobram os ingressos com preços absurdos. A oposição atualmente somos nós mesmos, lutando para que o roteiro desse filme seja mudado.
Creditos ao raphael, autor do texto.
Fonte: http://rapensando.blogspot.com
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Rótulos
Mais hoje vou atualizar com um texto extraido do blog Rapensando do Raphael, texto muito interessante...
Rótulos
É comum ouvirmos certos clichês como: "Não me rotule", "Não sigo religião, sigo a Cristo", é a fobia a rótulos, tão prejudicial quanto aquele que se limita ou limita os outros pela generalização de uma definição qualquer.
No cristianismo e dentro de qualquer outro contexto traçamos perfis preconceituosos a partir da suposta amplitude que uma restrita definição dá. Por exemplo, tendemos a dizer que todo idealista comunista é necessariamente totalitarista. Esse fato específico é interessante pois, apesar da grande maioria da liderança comunista ter sido totalitarista uma coisa não está atrelada a outra. Fazer conexões no campo das definições por mera suposição empírica de que o passado se repetirá é uma atitude restritiva e não uma análise satisfatória da realidade.
São os velhos exemplos sobre tal assunto que podemos observar: nem todo socialista é ateu, nem todo crente é chato, nem todo capitalista é democrata. Enxergar além disso é também aprofundar a definição em si e o humano com o rótulo humanístico: diversificado.
O perfil de alguém não pode e não deve ser traçado através de um único rótulo, podemos ser rotulados, mas que isso não nos restrinja. A consequência prática mais importante da diversidade humana é a possibilidade de mesclarmos definições e partirmos para uma nova, aceitando também a possibilidade de tal nova idéia poder se fundir, é assim que o conhecimento avança, questionando e não impondo.
Pensar na via única de suposições também nos limita no sentido de que podemos ser sim, por exemplo, cessacionistas sem necessariamente seguirmos a Calvino, há sim a possibilidade de sermos cristãos e anarquistas, ateus e ao mesmo tempo democratas.
Nesse sentido, é impossível fazermos uma projeção do que uma pessoa realmente é partindo do simples pressuposto que um fato que acontece com a maioria acontecerá a todos. Diversidade de definições, diversidade de opções, sem contradições, sim isso é possível.
| ||||||||||||||||||
Segunda-feira, 9 de Março de 2009
Confissões de um palhaço.
Apresento-me no palco da ilusão.
Aqui sou o maior anfitrião da solidão.
Daqui vejo os inúmeros
Espectadores do picadeiro de angústias e aflições.
Em meu rosto largo
Carrego as impurezas do mundo
Em forma de alegria.
Engano os já enganados
Desse mundo desviado.
Ratifico nos risos infantis
Minha profissão de palhaço.
Minha verdadeira arte
Consiste em sorrir na tristeza
E chorar na alegria.
E isso eu faço com grande maestria.
Talento de criança,
Mamãe já dizia.
Em minha face
Trago a divina falsidade.
Que de fato é,
E sempre será o maior talento
Da nossa humanidade.
Só aperfeiçoei tal divindade
Para poder sobreviver
Sem passar necessidade.
No palco mundo
Meus colegas de profissão
Fazem rir,
Mas também fazem chorar.
No meu simples picadeiro
Eu só faço rir.
Mas choro
Com os números do
Palco principal.
Palco sarcástico e imoral
Que transforma lindos sentimentos
Em poeira e só.
No meu picadeiro
Eu sou artista
Na arte de fazer rir.
No palco mundo
Eu faço parte
Do público que aprendeu a mentir
Para poder sorrir.
Mas não me confunda com os demais.
Eu represento os palhaços
Que pintam o rosto para viver,
E não os que sujam a alma
E se vendem pra sobreviver.

Autor: Bruno Rico
Visitem: Sentimento critico
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Zeitgeist Addendum

No post de hoje vou falar um pouco do documentário Zeitgeist Addendum que foi lançado em 3 de Outubro 2008 e já causa muita polemica. Passei uns 4 dias baixando o filme da internet e valeu a pena.
Zeitgeist Addendum, tenta localizar as causas de raiz desta corrupção social penetrante, enquanto oferecendo uma solução. Esta solução não é baseado em políticas, moralidade, leis, ou qualquer outra " noção de estabelecimento " de negócios humanos, mas bastante em um entender baseado moderno, non-supersticioso do que nós somos e como nós alinhamos com natureza para a qual nós somos uma parte. O trabalho defende um sistema social novo que é para apresentar conhecimento de dia, altamente influenciou pela vida trabalho longo de Jacque Fresco e O Projeto de Vênus.
Em Zeitgeist Addendum, ele parte da premissa que todo o nosso sistema financeiro mundial é criado para que se mantenham as diferenças sociais e para que os mesmos detentores de sua produção (sim, o dinheiro é produzido, criado. Em fábricas!) se mantenham no controle das finanças mundiais.O filme começa mostrando como funciona esse sistema e como ele cria dívidas em cima de dívidas. Essas dívidas um dia terão que ser pagas. E se não forem pagas, quebras como essa ocorridas agora em 2008 ou como a de 1929 ocorreram. Muitos presidentes latino-americanos foram dados como comunistas (mesmo se fossem, qual seria o problema??) e ditadores pela "história", sendo depostos e até mortos para que um "novo" governo fosse formado e o mundo ficasse livre do medo e de "despotas" como esses. Na verdade o filme mostra como os governos norte-americanos durante anos influiram em governos de outros países, principalmente nos da América Latina, para que eles não adotassem políticas econômicas e sociais que prejudicassem os interesses econômicos das empresas americanas. O que torna nosso mundo violento, com diferenças sociais gritantes, tanta pobreza, miséria, depressão, ganância é esse sistema monetário. Para que comecemos a mudar tudo isso, Peter Joseph traça algumas metas e dá alguns exemplos. Nenhuma mudança é fácil, ainda mais se tratando de mudanças globais paradigmáticas como essa. Mas em tempos de crise, como essa, não custa tentar! E uma dessas formas está em divulgar informação. Mostrar para os outros que o nosso buraco é muito mais embaixo. Que é muito fácil dizer que está tudo bem, que as coisas são assim mesmo, quando estamos em posição de conforto. E vou dizer mais... muitos que dizem coisas desse tipo e realmente estão em posição de conforto, diversas vezes se pegam em momentos profundos de crise existencial, depressão, tristeza, infelicidade, dúvidas sem respostas, ansiedade... e por aí vai...
Para quem quiser baixar o documentario CLIQUE AQUI
Confira nesse video um pouco do documentario
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Violencia
A geratriz da problemática é usualmente a educação, ou a falta dela. Apesar dessa correta assertiva, há de se ressaltar que um único ponto básico da sociedade sendo tratado nunca resolverá a generalidade de assuntos. Olhando utopicamente para um futuro onde a educação fosse possível, acessível e de boa qualidade para todos, podemos afirmar categoricamente a amenização da violência? Trabalhar com hipóteses é bem subjetivo, apesar disso, é de total importância para possíveis conversas sobre um futuro planejado.
É necessário observar que a violência - vista através de várias atividades consideradas ilícitas pela sociedade - cometida, ao menos pela parte 'pobre', é um processo que se inicia quando o indivíduo alcança a consciência de que há um grande abismo social. Necessidades básicas não são supridas enquanto as supérfluas de um "outro povo" são esbanjadas. O problema social da violência deve ser revisto como um processo que se inicia na falta de serviços essenciais. Enquanto o abismo social continuar ocorrendo dificilmente haverá uma maneira totalmente eficaz de diminuir em números aceitáveis a quantidade de crimes. Número aceitável pois, mesmo em uma sociedade planificada economicamente a criminalização ainda ocorreria, afinal não devemos aliar miséria à violência. Apesar da possível explicação para esse problema social que tende a se atenuar, atentados contra a vida alheia nunca serão justificáveis.
A solução não está talvez numa reforma econômica, mas sim numa revisão do que realmente a palavra desenvolvimento significa. Aliamos o crescimento de um país somente pelo ponto de vista econômico, propagandas governamentais vistas diuturnamente provam essa tese. Enquanto não considerarmos o valor humano superior ao de desenvolvimento de capital, a nação pode até crescer, no entanto como consequência o abismo social tende a se alargar e aprofundar.
Texto extraido do blog: http://rapensando.blogspot.com/





